Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

domingo, 23 de outubro de 2011

Despossuir-se de si - 4ª Iniciação

O que está em movimento é a cura, a instrução, a elevação e, finalmente, a fixação da consciência na região do teu ser que é o Eu Crístico. A velocidade com que a nossa civilização se desloca é extremamente alta neste momento. O coeficiente de seres que opera ao longo do seu próprio eixo, que pode receber a luz e o antídoto para a nossa civilização, pôs em movimento: cura, instrução, fixação da consciência no planalto interior. O planalto do cristo interno é eterno, sempre está presente chamando e hoje a operação de resgate ou ascensão está dividida em 3 sectores: um deles relaciona-se com a cura; outro com a instrução e o 3º com a fixação definitiva da consciência no seu verdadeiro patamar.

A consciência do dia a dia é uma consciência que perdeu o trono, está exilada e o que está em acto é uma acção trina: cura, modelação e fixação.

Se olharmos com consciência para a própria consciência nós apercebemo-nos de uma respiração e de um brilho, de uma força/luz emergindo do centro e espalhando-se à nossa volta. A consciência que nasce no Ajna e que é nutrida pelo fogo do coração é tão clara e tão próxima de tudo o que nós procuramos! Esta consciência do teu ser plana a cima da mente. É como se cristal líquido se derramasse do centro do teu cérebro para a superfície da testa e é aceso pela luz do coração.

Esta clareza pode-se experimentar quando se sentam em majestade, praticam a coragem interna, a capacidade de encontrar a própria consciência, de não ter medo de a usar como uma coroa, quando caminham como leões e o vosso campo electromagnético ganha amplitude, solidez.

Quando praticamos o destemor a consciência central que está sempre pulsando e sendo retida lá dentro, lutando como um cavaleiro para atravessar os espinhos da nossa dispersão e atingir a superfície, essa consciência central é o primeiro estágio do eu crístico – Cristo significa tocado pelo Pai, em contacto com a fonte.

Tu és este espectro de consciência mas a partir de um certo nível em ti, tu és claro, e aí há um toque do grande caudal que é o Cristo universal. O Universo depende de um olho cristalino imenso que vê e ao ver, funciona como uma porta interdimensinal infinitamente ampla entre o fogo criador e a Criação. Esse olho que se recusa fechar é o Cristo. O Cristo é a consciência cósmica que consegue concatenar-se e compactar-se ao ponto de vir até nós, são os avatares, os enviados Melkizedeque.

Os avatares seriam inúteis se não houvesse, efectivamente, uma capacidade em nós de os acompanhar. Seria um insulto à nossa dor, ao nosso caminho se o avatar permanecesse eternamente distante e nós eternamente espectantes. Existe uma química poderosa entre o olho que tudo vê e a nossa própria realização.

Quando se fala do destemor, em termos espirituais, fala-se da capacidade de um ser permitir-se ser atravessado pela mais alta consciência residente nele. Não ter medo de si mesmo é a primeira condição do guerreiro espiritual.

Quando um indivíduo se senta e pratica o destemor, a consciência de diamante, ele senta-se e toma consciência da Consciência. Toma consciência de que é uma fonte de cristal líquido que é a vibração mais necessária na Terra inteira. Este é o Grande Serviço permitir que o anel da consciência cristalina se instale em nós e não seja rejeitado.

Quando se fala em cura estamos a lidar com o que de nós existe em excesso ou em defeito.

Quando se fala em instrução fala-se do estímulo da consciência comum e quando se fala em fixação da consciência é porque um dia, quando menos esperas, depois de uma prática de querer estar consciente num nível superior, o hierofante, aquele que sabe, aquele que te conhece, obtém autorização cósmica superior, para fixar a tua consciência acima, para sempre. É uma fixação. E, a partir desse dia, tu transformas-te numa lente capaz de reprogramar centenas de consciências se for necessário.

Vocês estão a entrar ao mesmo tempo em 3 escolas: escola de curadores; escola de instrutores e escola de hierofantes. O corpo do Cristo (os 144000 enviados) necessitam recuperar, reactivar, tomar posse em si mesmos, destas 3 funções. Eles vieram simultaneamente como curadores, como instrutores ou sacerdotes e como hierofantes e para que vocês possam encontrar aquele ponto na existência onde a paz maior se instala, para que nós possamos chegar à Paz maior, nós somos amorosamente conduzidos para quem somos, e quem somos contém a paz maior, o caminho é triplo.

Como é que se entra numa escola de curadores?

De uma maneira muito ampla, todos os curadores estão sob a égide da Mãe do mundo, todos os instrutores ou sacerdotes estão sob a égide da energia crística e todos os hierofantes estão sob a égide do Pai ou Sanat Kumara.

A régua com que nós nos medimos não é a da Hierarquia. Quando um ser humano ouve uma instrução, sente uma vibração, é posto em contacto com um amplexo, ele está pronto. Não adianta eu utilizar as minhas réguas para me avaliar a mim mesmo porque não há régua humana que diga que um indivíduo está pronto. A forma como nos avaliamos a nós próprios não serve. Os mecanismos do ego são de protelar o processo do destemor, é de considerar que o ser ainda não está pronto mas quando vocês têm uma realidade à vossa frente que vibra numa dimensão mais interna, vocês nem teriam como reconhecê-la se não estivessem prontos.

É muito importante esta mensagem “O tempo é agora, o trabalho é o amor e tu estás pronto”.

Todos estes seres têm uma memória dentro deles de uma paz profunda, de uma inalterância, de uma respiração do ser que reflui sobre si próprio.

Esta é a memória de nós mesmos. Nós estamo-nos aproximando porque a partir de 4ª feira passada todo o Grupo atravessou um portal. Houve uma benção e o Grupo foi aceite porque um ambiente de trabalho pode ser aceite ou não, ele pode ou não receber uma benção hierárquica, ele pode ficar anos à porta, aspirando, repetindo fórmulas ou pode ser aceite. E este trabalho, 4ª feira passada, entre a meia noite e as 3 da manhã foi aceite. Significa que Eles abriram a porta e nós estamos a atravessar.

O primeiro sinal da mudança são estas 3 escolas à nossa frente. Se tivéssemos que usar uma palavra mais ligada à dor e ao sofrimento no mundo usaríamos a palavra Serviço porque a pequena consciência só se pode fixar na grande consciência por uma universalização e à medida que a amplificação do ser se dá, para um observador exterior aquilo parece serviço à humanidade porque realmente, no teu raio de alcance, a dor tende a diminuir, mas do ponto de vista interno, tu estás-te a universalizar, isto é, os teus actos, a tua consciência, o teu dar e receber, está-se a fundir, gradualmente, na grande rede holográfica que é a Humanidade. Tu já não és um homem, tu vais-te transformando no Homem.

Começa uma alternância, depois uma convivência fortíssima de vibrações pessoais e supra pessoais.

Como é que se entra numa escola de curadores de instrutores ou de hierofantes?

A partir do momento em que este ambiente foi aceite grande parte da clarificação é feita por deslocamento holográfico, por concentrados de conhecimento que existem nas câmaras de ascensão na Terra ou nos corações propulsores das naves-mãe. Isto significa que muitos de vocês vão ter acesso à informação por holograma. Depois de se aprender muito na escola o que fica é uma nova forma de estabelecer redes neurológicas e novos tipos de sinapses. Aprender é ligar de uma nova forma os neurónios sob o ponto de vista biológico. O que fica, juntamente com a memória alterada, são novas ligações neurais, novas ligações entre as células nervosas e novas sinapses.

Os nossos veículos: mental, mental superior e causal já estão a passar grande parte do tempo a bordo das naves.

O nosso mental superior e o nosso causal já começam a fazer o movimento livre entre a superfície e o interior das naves-mãe. O campo etérico de uma nave-mãe contém todas as matrizes desde a física até à divina o que significa que o corpo causal, uma vez encontrado o campo etérico das naves-mãe, recebe geometrias sagradas que vão modelar as sinapses e as associações neurais até tipos de conhecimento completamente alucinantes, mas ao mesmo tempo, lógicos, serenos e estáveis.

Então, nós estamos a aprender por modulação livre do corpo causal. Trata-se de uma pedagogia cósmica ondulatória que restabelece o conhecimento de fundo do Universo em cada partícula à medida que as partículas vão sendo aceites na grande corrente da Árvore da Vida.

A nova instrução (avançada) acontece por modulação de geometrias de luz directamente no corpo causal, portanto, abaixo da alma, acima da mente, criando tensores electromagnéticos capazes de, em poucos segundos, ensinar o nosso córtex a ver uma coisa que não via segundos antes. Portanto, o novo conhecimento dá-se por configuração do conhecimento profundo do universo no nosso próprio corpo causal em função do grau de abertura de um ser e em função da sua capacidade de praticar o que recebe.

Quando um ser não vive aquilo que recebe, pelo menos com o seu melhor, ele cria frustração com o conhecimento e mais tarde revolta contra o conhecimento.

Se eu não vivo o que já recebi, em pouco tempo posso começar a ficar revoltado com o pouco que recebi e, no fundo, eu só estou revoltado comigo mesmo por não estar a conseguir começar pelo princípio. Inversamente, quando tu consegues, pelo menos, aspirar a viver uma parte do que já recebeste, então eles começam a levar o teu corpo causal (1/7 do teu ser) – acima do corpo causal é fogo espiritual e abaixo, na mente, é linguagem. O verdadeiro conhecimento, o conhecimento capaz de ver o que se passa com a espinal medula de uma pessoa, ou com o sangue, ou com os ossos, ou com as vidas anteriores, ou onde é que está o bloqueio no plano astral, acontece sempre abaixo do fogo da alma e acima da mente superior. Acontece no nível causal ou intuitivo.

A partir do momento em que o trabalho foi aceite o que eles estão a fazer connosco é acelerar, estimular o nosso corpo causal para ancorar, fixar em nós terminais dos computadores cristalinos do Logos.

Uma nave-mãe é, ela própria, um holograma do Trono e contém os 7 corpos do Universo porque também ela é um holograma.

O envelope de calor de uma galáxia e o de uma nave-mãe são iguais, isto significa que tanto a actividade radiante de uma galáxia como a de uma cidade flutuante são idênticas.

Uma cidade flutuante como “a Pomba” que é a grande nave de Samana, ou Atla que é uma das grandes naves embaixadoras de Sírius ou a Alfa/Ômega que é a nave que representa o Conselho Celeste Superior, ou as várias naves Alfas que são essencialmente naves de cura, são micro galáxias que podem ser endereçadas a planetas em crise ou em fase de crescimento.

O campo etérico de uma nave-mãe é comparado a uma sobreposição de sólidos geométricos desde o cubo à esfera com todos os intermédios (ecosaedro, tetraedro, octaedro...).

Este campo etérico contém informação instantânea desde o comportamento dos átomos até ao plano divino. Cada sólido geométrico é um conjunto de tensores, isto é, pontos de força capazes de ensinar, em segundos, a nossa biomassa a praticar sinapses que não conhecia antes. É a iluminação instantânea ou o conhecimento directo. Toda a actividade fosfórica do cérebro é geométrica. Se olharmos à distância vemos uma descarga eléctrica mas se entrarmos nessa descarga eléctrica ela vai ficando cada vez mais traduzível por princípios matemáticos e geométricos exactos, ou seja, pensar é praticar geometria exacta.

Estes sólidos geométricos que existem entre o cubo e a esfera representam tensores, pontos de fixação a partir dos quais são feitas outras ligações nos nossos neurónios. Esta massa de vida pode ser ligada por vectores paralelos entre si, formando 90º, 45º, 150º, etc., os disparos podem ser de todos os tipos.


A charola de Tomar: matriz numérica – 8; matriz geométrica – octógono. Mas, os templos islâmicos são duplos quadrados o que forma também octógonos. Quando entramos num templo o éter do templo foi programados pelos construtores para estimular no córtex e na sua contraparte etérica outras ligações que não o cubo, por isso a resistência em criar-se igrejas cúbicas. Quando entramos num templo entramos num campo que estimula vectores de ligação entre os neurónios não cúbicos. As naves contêm 7 ao mesmo tempo o que significa que o nosso corpo causal, ao ser levado a bordo, recebe um estímulo fortíssimo para criar novas sinapses no cérebro. A instrução acontece por plasmagem de ligações que não são possíveis na Terra.

A bordo das naves-mãe e nas câmaras de ascensão o corpo causal recebe chaves capazes de fazer com que o cérebro aprenda, em poucas semanas, a fazer ligações para as quais não há nenhuma civilização aqui em baixo que possua a tradução exacta. Quando uma partícula é aceite ela passa a ter direito à Grande Instrução.

Para que eu possa transferir directamente da consciência o conhecimento que já está a ser colocado na subconsciência (plano causal), eu tenho que aprender a minha técnica pessoal de calar as dúvidas da personalidade.

Para Paul Brunton a forma de anular as dúvidas da personalidade era sentar-se numa cadeira e sorrir. Ao sorrir ele modelava o seu campo vibratório e imediatamente tomava consciência do grande conhecimento que estava a nascer dentro dele.

O que demonstra que a nossa personalidade não vê nada é que basta uma coisa completamente idiota, surrealista, parabólica e ela cala-se e desce uma coisa mais alta....

Tu tens que encontrar a tua fórmula de sintonia axial uma vez que as dúvidas são sintonia horizontal.

Eu necessito de encontrar a forma de pôr para 5º plano a actividade gelatinosa da mente astral. Tem de ser algo suficientemente íntimo para evocar o poder da alma em segundos. Tem que ser algo que tu faças que transferes para o plano do “eu sei que eu sei” porque se consegues uma completa transferência para este plano, tu estás em contacto com a mente logóica das naves-mãe e o véu pode ser mais espesso ou mais ténue mas eu preciso encontrar o “eu sei que eu sei”, então, em segundos, tu consegues fazer um diagnóstico do ser que está à tua frente porque isso é extraído do centro do conhecimento a bordo das naves-mãe.

A linguagem da Era de Peixes para estas coisas é: “se tu tens fé o Espírito Santo falará através de ti”, nós estamos a dizer a mesma coisa com a linguagem aquariana. No entanto, se tu consegues suspender dúvida e ficar quieto vais perceber que a voz que fala através de ti emerge de uma base de dados universal e tu aproximas essa base de dados do consciente do teu irmão. Mas é muito importante o nosso consciente desenvolver esta postura, por um lado eu sei que eu sei e por outro lado o clássico “só sei que nada sei”. Estas duas realidades têm de conviver entre nós. Este paradoxo gera o canal extraterrestre.

Eu tenho que começar a falar a partir da parte da frente do lado de cima, a parte arejada azul celeste da consciência e apanhar aí as transmissões da minha própria realidade maior.

Como é que se entra numa escola de curadores?

Estas cidades flutuantes tinham autorização, durante milénios, para receber Mestres Ascensos, anjos, coordenadores de luz, Melquizedeques ligados à evolução do planeta e alguns eleitos: Enoch, Elias, Jesus, etc.. Todos os outros seres humanos eram levados, estritamente, como mónadas a bordo das naves-mãe.

A partir do Iluminismo algumas almas começaram a ser levadas a bordo. A partir da revolução industrial e depois, na Idade Moderna muitas almas começaram a ser levadas a bordo mas a nível de alma, que é um nível completamente inconsciente para nós.

Desde os anos 50/60 até agora têm sido feitos os preparativos para as pessoas serem levadas no plano causal, isto é, eles começaram a levar o próprio nível intuitivo que antes era um reflector local.

As Eras vão passando e a parte do homem que é admitida a bordo vai descendo. É possível especular que talvez um dia chegue ao corpo, ou que, dentro de alguns anos, a nossa mente consciente seja levada a bordo.

À medida que o nosso corpo causal é integrado aos computadores cristalinos a bordo das naves-mãe, tu vais aprender a moveres-te por linhas extremamente sintéticas. Nós vamos empobrecer, sintetizar, simplificar, clarear, tornarmo-nos nós próprios cristalinos. Tu vais começar a ver o dia, na sua estrutura, a partir dos níveis extraterrestres de consciência.

Outro ponto é que, a partir do momento em que a união do nosso veículo intuitivo com os campos das naves-mãe estiver estabilizado, a aura do ser é usada como um holograma da própria nave-mãe. Isto é um curador cósmico, um espelho que reflecte uma actividade supra planetária para dentro da vida na Terra, sem saber como.

As vossas auras estão sendo afinadas com o Adão Cadmon, ou seja, com a vida energética do veículo crístico para as irmandades. Este ajuste é gradual, milimétrico, científico. Um ser num estado supra pessoal é um ser que está oferecendo a sua aura para o Grande Serviço, é um ser que está aprendendo a suprema arte de se despossuir a si mesmo, é um ser que está no destemor aceitando o poder, a força e a transparência da mente cristalina. Finalmente, a aura é um pássaro, ela só está ligada ao campo electromagnético terrestre, à aura animal, ao prana, porque a consciência assim o definiu, mas a nossa aura não tem limites.

Quando um ser define para si próprio: “eu renuncio esta fixação de me possuir a mim mesmo, eu liberto-me deste último espinho”, isso é que é “caminhar sobre as águas”. É o indivíduo ter aprendido a arte de não se possuir a si próprio, que não tem nada a ver com ficar passivo, abstracto e ausente, é antes, ficar tomado. É pró activo.

Digamos que o teu corpo não funciona, que tens uma depressão, um problema psicológico, que não estás bem com a existência. Qual é o problema? Tudo isso nâo interessa! Larga! Dor, prazer, é igual! Enquanto o indivíduo tiver um castelo, uma torre, um palácio, uma princesa, um tesouro, enquanto ele tem isto tudo, a Confederação não pode fazer nada com ele ainda que ele ache que é o braço direito de Ashtar Sheran, porque ele ainda tem muito a perder e a ganhar.

Se o Cosmos gera dor, prazer, solidão isso é um problema de Maya, a tua consciência já pode atravessar o portal e estabilizar-se lá, no outro ponto, porque nesse ponto central tu vês a tua vida a partir de cima e, portanto, teres defeitos é um serviço que prestas ao planeta.

Ter qualidades ou defeitos é um serviço que a mónada, que não tem qualidades nem defeitos, presta ao planeta uma vez que tu aceitaste, lá, no nível interno, ser vestido de matéria imperfeita e, assim, não é teu o problema mas sim do planeta. Os teus defeitos não são teus são da matéria imperfeita com que te vestistes. É a situação planetária! Ter qualidades ou defeitos é um serviço. Tu emprestaste o teu amor, a tua vontade e a tua luz a um planeta cuja substância física, emocional e mental é imperfeita. Universalização é deixares de ver os teus defeitos como teus, são defeitos do planeta, porque se eu vejo os defeitos como meus eu ainda me possuo a mim mesmo.

Quando o ser se entrega e solta a sua matéria perfeita e a sua matéria imperfeita, quando ele se aceita como é que é a única forma de ele se despossuir, quando ele diz: “tanto faz”, a aura e os corpos descongestionam.

O nosso amor, a nossa paixão à situação terrestre, a nossa doação, colocou-nos num interesse tão específico pelo planeta que aceitámos ser vestidos de matéria imperfeita, isto sob o ponto de vista da alma. Quando um ser sente os seus defeitos e as suas qualidades como matéria terrestre ele está na consciência una e quando ele solta as qualidades e os defeitos ele desapaixonou-se de si mesmo, então, o teu cálice vai ser cheio pelo vinho do Cristo.

Digamos que há uma irmã que não consegue exprimir-se mas precisa de o fazer porque ela traz um tesouro dentro dela e esta dificuldade de expressão cria ansiedade, insegurança e incapacidade, mas se houver a arte de se despossuir a si mesma, isto é, de se elevar ao eu crístico, ela aceita a dificuldade de expressão e, nesse momento, a aura descongestiona porque a aura reage a cada pensamento, a cada modelação, ela palpita, contrai-se, expande, obscurece, ilumina-se. Então, se eu consigo chegar a esse eixo cristalino (coluna de cristal) tu vês luz a subir e a descer desde o cóccix até à coroa. Se tu te manténs aí, qualidades à esquerda, defeitos à direita, o aprendiz vê os cristais coloridos num caleidoscópio, o iniciado vê luz.

À medida que te vais despossuindo a ti mesmo e que te deixas de impressionar com os teus altos e baixos é uma doação da tua essência à matéria terrestre, tu podes começar a dizer: “os meus problemas são os problemas dos homens, são os problemas da Terra, mas eu não sou isto, eu renuncio à minha parte terrestre”.

A consciência nave é ver a personalidade como um fato que nós utilizamos para andar na Terra.

Nós estamos tão apaixonados por nós mesmos que o nosso corpo astral contrai, cria centros de gravidade onde não existem! O indivíduo conseguir despossuir-se em relação a si próprio significa que ele recua e sobe para um nível de consciência tão cristalino que ele sabe que a solução do seu caso virá do divino. Não significa deixar de se aperfeiçoar, significa que quer ele se aperfeiçoe quer não, ele já está desapaixonado e a grande corrente criativa pode atravessar esta lente cristalina e começar a trabalhar nos teus corpos.

A Lei diz que o sábio deve refinar ao máximo a sua personalidade até ser a mais sofisticada estrutura humana. Quando um ser, depois de praticar o destemor, enfrentar o facto de que ele é “imenso”, o destemor, essa capacidade de estar virado para a frente (energia de Sagitário/Aquário) e aceitar a imensidão em que tu, invariavelmente, vais ter que te tornar, a menos que tenhas que fazer parte do problema planetário e não da solução e à medida que praticas o destemor vais aprendendo a te despossuir de ti próprio, já não tens que estar agarrado aos teus defeitos e qualidades como um património precioso. Tu vais abrindo as mãos e deixando todo esse material ir embora, nesse momento a aura descongestiona tornando-se branca.

Quando a tua aura se torna branca, os curadores cósmicos utilizam-na como uma tela de transmissão de energias intenssíssimas.

Como é que se entra numa escola de curadores? Tendo a ousadia de aceitar a imensidão interior, entregando a sua substância terrestre à Lei.

Um ser que aprende a despossuir-se a si próprio teve a sua consciência extraída da mente superior e admitida no próprio plano causal – 4ª iniciação – o que o relaciona com a Crucificação. Muitos já fizeram isto antes de nós. É todo um processo de ir largando, soltando e não se impressionando, mas a consciência está firme no fogo.

O facto de um indivíduo se despossuir a si próprio é extremamente perigoso se ele não tem alinhamento com o fogo central. Na 4ª iniciação a consciência é levada à máxima vibração humana da 3ª iniciação e fica estável no 7º subplano mental.

A consciência, desde a 2ª até à 3ª iniciação passa pelos 7 planos do mental. No fim da 3ª iniciação a consciência está fixa no 7º subplano do plano mental. Há uma pacificação da mente. Na 4ª iniciação a consciência sai do plano mental e é fixa no plano causal para sempre – Crucificação/Iluminação. A consciência vê a mente, como se fosse chão, despossuir-se a si mesma. À medida que este processo se dá instala-se uma grande doçura.

Até à 4ª iniciação tudo é orgulho porque existe um processo de posse. Quando a natureza egoísta de uma pessoa, durante muito tempo, parece estar de acordo com o que vem dos níveis superiores de consciência, é para desconfiar. É quando tu percebes que está a acontecer uma luta entre o raio da alma e o raio da personalidade que tu sabes que alguma coisa verdadeira está a acontecer.

Cada pessoa tem as qualidades e os defeitos que necessita para chegar à 4ª iniciação.

Um ser espelho é aquele que espelha as esferas superiores. Há um esvaziamento do fogo fricativo no plexo solar. A nossa aura está presa ao corpo pela atitude de posse de nós mesmos. Na 4ª iniciação ela é destravada do corpo e começa a ampliar rapidamente e torna-se como a vela de um navio.

Muito em breve a cura vai estar directamente relacionada com o despertar das partículas luminescentes da matéria no sistema nervoso, na mente e no corpo astral.

Quando um curador cósmico é formado é colocado em contacto com um veio da energia magnética do Cristo cósmico. Esse contacto acontece na aura. Se existe uma entrega de si ao centro da própria consciência, toda a tua aura é transformada num reflector desse magnetismo do Coração cósmico. Os seres humanos à tua volta e tu mesmo, têm esses princípios ígneos à espera no corpo: físico, astral, sistema nervoso, mente.

O ser espelho e o curador cósmico recebem um alento superior que acende as partículas luminescentes nos corpos. Quando isto acontece podem acontecer curas instantâneas.

Vocês são muito mais livres do que julgam por isso é que as forças retrógradas estão a reagir com tanta força.

Na proporção em que isto é feito a vossa aura transforma-se num reflector do campo magnético das naves-mãe, isso é irradiado e absorvido por impacto nos corpos das pessoas. A cura cósmica é a passagem do magnetismo estelar para dentro da 3ª dimensão através de um curador cuja aura foi sincronizada com os campos vibratórios das naves-mãe.

O nome que se dá quando a consciência é admitida, definitivamente, no corpo causal (não a paz dos místicos mas a paz dos ocultistas), é Paz profunda.

Actualmente alguns de nós tem a consciência a atravessar o corpo astral, o corpo mental, o que significa que a consciência está em viagem.

A meta suprema do nosso trabalho é a 4ª iniciação. Significa que ele deverá encontrar, com a ajuda dos Irmãos e do Grande Coração, a forma de facilitar que as pessoas atravessem as regiões: astral, mental, mental superior do seu ser e que a consciência possa ser admitida, fundida e fixada no nível causal.

O nível causal é o esgalhar completo da árvore até à última folha mas cada folha que cai na dimensão mental, astral e física é uma folha que se acende na dimensão luminosa.

Na zona dos Valinhos em Fátima existe um grande estímulo para a 4ª iniciação. Façam o percurso em silêncio, imaginem que cada passo que dão ficam mais serenos em relação ao que está e não está pronto, em relação aos bloqueios, aos defeitos, à medida que caminham vão-se despossuindo de si próprios, e há um momento em que eu posso receber quem Eu Sou, pode haver um toque entre o meu eu crístico e a minha consciência, esse é o momento do destemor.

Façam esse percurso em silêncio e verão que os Irmãos os ajudam a conhecer a 4ª dimensão.

Por André Louro de Almeida                  24/09/2004

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