Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Linhagens Hierarquicas e Centros Intraterrenos


À medida que um indivíduo é tocado por fogos que animam, nutrem e sustentam a criação, cada vez mais altos, mais internos, ele começa a perder o interesse por situações onde predomina a vibração individual, de isolamento de um ser em si mesmo, começa a interessar-se e a só responder por situações que representam conjunturas mais amplas, por cenários que incluem a humanidade inteira. O nosso contacto gradual com os centros intraterrenos do planeta, é uma das traduções da transição de uma polarização no indivíduo, para a polarização na massa humana, buscando encontrar as portas que verdadeiramente lhe correspondem.


Os centros intraterrenos representam para nós tarefas planetárias. Assim como cada indivíduo tem uma tarefa individual, pertence a uma linhagem ígnea, à medida que se vão superando espelhos interiores, que aprendes a substituir a velha identidade por uma identidade mais profunda, vais descobrindo outro ser dentro de ti, digamos, um enigmático estranho/familiar.

É na proporção que eu descubro uma outra presença dentro de mim e que aprendo a dilatar-me e a receber essa presença, que eu tenho um sinal de que estou a passar do âmbito individual para o âmbito planetário. Além disto, existe um fogo puro que é uma linhagem no que diz respeito à tarefa.

As sete linhagens reveladas são exatamente a tua tarefa cósmica que não deve nunca ser confundida com a atividade exterior do indivíduo. CURADORES, ESPELHOS, GUARDIÕES OU GUERREIROS, SÁBIOS OU INSTRUTORES, CONTEMPLATIVOS, GOVERNANTES, SACERDOTES.

Cada uma delas é um tipo de relação do Divino com a evolução. A tua tarefa é a forma como o Divino escolheu exprimir-se através de ti. Em níveis muito altos de consciência ninguém pertence a nenhuma linhagem, isto é, os avatares não têm linhagem, mas estes seres que somos nós, encarnados, exprimimos uma destas sete qualidades e à medida que despertamos, e pelo poder do amor em ti, tu vais transitando de estação em estação interior, até reconheceres o próprio condutor da locomotiva, a tua linhagem é-te revelada. E aqui há surpresas porque tu podes ter um ser que é médico e vens a perceber que a sua linhagem é um espelho ou sacerdote, e podes ter um sacerdote e descobre-se que é um guerreiro ou um governante. Estas linhagens são a concentração máxima do teu fogo, da tua identidade e do teu poder de ação cósmica divinamente orientados aqui.

No 6º nível do teu ser - nível da centelha divina - tu não precisas de santuário nenhum porque tu és fogo cósmico concentrado. Quando se fala em santuário fala-se de uma lógica que implica uma chama que desce e o ambiente em torno dessa chama que protege, dignifica e irradia para o exterior a energia dessa chama, portanto, já não é esse plano monádico superior, é algo mais próximo da consciência.

Os centros são:

IBEZ - na serra do Roncador, no Brasil, ligado ao 7º e ao 1º Raio e cuja tarefa é a sacralização completa da matéria física. Lida com plasmagem.

AURORA - no Uruguai, ligado ao 6º Raio, e que é a grande central de cura neste momento na Terra, encarregado de altivar a radioatividade benigna oculta no éter do planeta. A tarefa é a cura total do emocional colectivo. Lida com cura.

ANU TEA - situado no mar do Japão com prolongamentos na Hawai, cuja tarefa é a síntese da lógica e da intuição. É o centro que está a operar a nova mente para o novo Homem, regido pelo 5º Raio. Lida com síntese.

LIS - na região de Fátima em Portugal, é o centro responsável pela reunião das forças humanas físicas, emocionais e mentais em torno de uma mesma vibração superior. Enquanto Ibez lida com o físico, Aurora com o emocional e Anu Tea com o mental, Lis lida com o causal, búdico ou intuitivo e a tarefa consiste em consagrar a personalidade humana alinhada ao Cosmos. Está ligado ao 4º Raio. Lida com consagração.

ERKS -na Argentina, um centro que lida com o 5º nível - especificamente espiritual - está ligado ao 3º Raio e à tecitura do corpo de luz nos níveis internos do ser, e da Mercaba - veículo interdimensional em torno do corpo humano. Lida com o resgate. Lida com iniciação.

MIRNA JAD - no centro do Brasil, está ligado ao 2º Raio, ao amor e focaliza o plano monádico dos seres humanos e portanto, o estímulo da tua própria centelha oculta. Estimula a expansão do fogo dentro de nós. Está diretamente ligado ao 2º Raio e ao plano das mónadas. Lida com fogo interno.

MIZ TLI TLAN - na Amazónia peruana com um prolongamento no Lago Titicaca, lida com níveis supra monádicos no homem e tem como tarefa a total divinização, já não da matéria, nem do emocional, nem do mental, mas da esfera hermética dentro da qual a Terra evolui como um todo. É iniciador não só da humanidade mas do planeta inteiro. Lida com dissolução.

A vibração profunda interna de IBES é idêntica à de Miz Tli Tlan. Ibes contém as chaves da aglutinação e dispersão da matéria e tem o puder de plasmar e dissolver formas físicas como se observa com Saint Germain.

MIZ TLI TlAN lida com a dissolução da mónada no próprio divino e é o centro responsável pela dissolução da humanidade no seio do próprio Logos.

Quando se fala na construção de um santuário interior, estamos começando a relacionar-nos com as energias de Lis, Erks e Mirna Jad.

LIS fornece a atracão, o sorriso e o amor do circuito da Mãe, uma energia capaz de, pela sua doçura, pelo seu calor, pelo seu acalento, pela sua compreensão do homem, fornece um rosto especificamente humano à evolução neste planeta.

A construção de um santuário dentro de ti é feita em três fases: a consagração do ser; a construção do corpo de luz e o contacto com o fogo tal como é estimulado por Mirna Jad.

A aura humana fere os anjos. O pensamento humano é idêntico a um ruído ensurdecedor para a hierarquia angélica. As boas intenções humanas são uma fonte de confusão total do ponto de vista de um anjo. A hierarquia angélica tem o seu principal ancoradouro neste planeta no centro de Lis, não no centro intraterreno de Lis, mas na faixa vibratória que corresponde à energia de Lis. Se eu pensar que de uma maneira geral, a aura e a vibração humanas são agressivas e corrosivas para um anjo, eu percebo porque é que tão poucas vezes os anjos geralmente estão presentes. É extremamente difícil para um anjo aproximar-se de um ser humano não consagrado. Esse trabalho é feito indiretamente através da hierarquia dévica. Os anjos passam energia aos homens, de uma maneira geral, através dos devas (de seres ligados à evolução dos reinos da Terra). A consagração do teu ser e os passos internos que a isso conduzem, são uma condição básica para que tu possas servir e auto revelar a tua linhagem. Quando eu compreendo que é possível eu consagrar as minhas forças, as minhas energias, o meu pensamento, a minha concentração, a minha vida, a uma energia cósmica superior, eu começo a aproximar-me, finalmente, da aura, do campo atractor de Lis/Fátima. Abaixo da vontade de consagração, de uma entrega, de uma total fusão ao potencial profundo do teu ser, do ponto de vista da obra que os irmãos estão a fazer na Terra, abaixo disso, tudo é comércio. Fátima está crivada de interesses comerciais, mas tu também! De uma forma consciente ou semi consciente, nós estamos querendo chegar a um acordo tácito com as energias cósmicas. Este ponto é superado pelos votos internos, por uma atitude irreprimível.

A consagração de um ser precisa de acontecer a partir da fronteira em que não consagrares-te é igual a não respirar. A partir de um certo momento, se eu vivo fora da esteira que conduz à consagração, eu não me suporto a mim próprio. A consagração de um ser é uma síntese existencial, é o resultado de uma profunda maturidade psíquica, afectiva, emocional, mental.

À medida que eu cresço e amadureço psicologicamente, emocionalmente, afectivamente, intelectualmente, eu começo a não conseguir permanecer à superfície. O ato de consagrar-se à vida espiritual é feito num nível muito secreto do ser, daí nós falar-mos em votos. As coisas que promovem deslocamentos de força muito fortes em ti e transformações estruturais muito profundas, não estão à vista para ninguém ver. A coisa acontece num nível muito interno. Estes votos são essenciais para tu entrares em contacto com o primeiro portal de LIS, senão continuamos a fazer turismo em Fátima. É preciso ter uma clareza microscópica dessas insinceridades que se prendem no labirinto da nossa consciência e queimá-las por um voto ardente de união com o Divino.

Este voto que equivale à chave mariana de contacto com LIS: “seja feita a tua vontade”, precisa de começar a sair da consciência. Depois deste voto eu entro nesse sistema de tração automática que me leva gradualmente ao contacto com as portas mais internas de Lis.

O cálice é o que tu podes oferecer ao Divino, ele é a base do santuário interior, a concavidade de chegada do Divino. Isso está a ser trabalhado em todos nós de uma forma mais lenta ou mais rápida. Lis, como centro de inspiração para todo o planeta, chama os homens à construção desse cálice.

Para eu fazer contacto com Lis/Fátima preciso ter os votos internos completamente firmes em mim. O fortalecimento desta atitude gera um cálice que se vai fortalecendo a cada dia. A tarefa de Lis é produzir seres humanos em condição de cálice.

A tarefa de Mirna Jad, nos planos internos do Brasil, é fazer descer ao cálice, o fogo. A tarefa de Erks, na Argentina, é de realizar a passagem do fogo puro - que está lá da 6ª dimensão do teu ser - para o cálice puro na 4ª dimensão.

Cada vez que uma oração de um ser humano é vibrada com uma autêntica sinceridade na ascensão, a vibração produzida por essa oração é instantaneamente atraída pelo circuito de gravidade paradisíaca, isto é, quando tu oras, há um varrimento universal que só detecta sinceridade e amor. Esse varrimento é um circuito de gravidade espiritual centrado nas realidades centrais, paradisíacas, apanha essa oração e leva ao Divino. Ao entrar no Divino produz uma reação, por isso uma oração é sempre uma invocação que produz uma evocação. Há um provérbio árabe que diz que quando tu dás um passo para o Divido, o Divino dá dez para ti, quando dás dez passos, o Divino começa a correr para ti, quando tu corres para o Divino, o Divino já está em ti.

Erks é responsável pelo facto de que certas orações e certos circuitos de invocação e resposta não mais se dissolvem. É muito importante conseguirmos reter a função de Erks, porque em nível interno ele realiza o corpo de luz, e a nível do éter em torno de ti, Erks estimula a formação da Mercada - veículo interdimensional.

Erks é o responsável por, perante certos registos de subida da luz em ti para o Divino e de resposta dessa luz do Divino para ti, fixar aquilo, e nunca mais é dissolvido. Em linguagem hebraica, chamava-se a isso “a antiga aliança e a nova aliança”, com a vinda de Jesus fundou-se uma nova aliança, um novo modelo de conexão Homem/Divino, Céu/Terra, e isto ainda não foi desmontado, nem pouco mais ou menos, ainda mal começou a atuar. Cristo chamava a isso a “Nova Aliança”.

Quando é feito um voto a partir de um certo grau de intensidade, sinceridade e verdade interior, esse voto nunca mais é desativado, mesmo que tu retrocedas o voto permanece puxando-te para cima. Erks é o centro que fixa nos planos internos da Terra essa irreversibilidade. A partir de um certo grau deste “tricot” forma-se uma tela, um tecido onde antes havia um espaço. A nossa alma está constantemente a gerir uma personalidade em evolução e uma perfeição interior estática e absoluta. A alma é essencialmente um gestor entre o absoluto e o relativo, não é fácil gerir um absoluto central com um relativo periférico, porque este está sempre em busca da próxima coisa estranha para ele experimentar e o absoluto central está acima disso tudo dizendo: “quando é que ele percebe quem eu sou?” e a alma tem de fazer a diplomacia entre esta espécie de ditador perfeito que é a nossa mónada - regida pelo 1º Raio -, que tem um objectivo e um desígnio cósmico, tem mônadas na Terra que já têm mónadas ligadas a elas em Andrómeda e só não estão ali à espera porque estão fora do tempo, mas existem potenciais ígneos que não vêm ao de cima em conjunturas monádicas, enquanto as outras mónadas que estão aqui prisioneiras na Terra não se libertam. Tens irmãos teus no espaço, muito para além da Via Láctea, que te dizem respeito diretamente e eles não podem seguir viagem para o Divino porque mônadas desse conjunto ainda estão prisioneiras na Terra, e a partir de um certo momento a situação aquece e elas começam a mexer completamente na situação e tornam-se no que elas são, soberanas. Saltam os casamentos, as fortunas, aparecem os cancros, tudo ao mesmo tempo, que é para ver se um indivíduo acorda. Isto é complicado para a alma porque ela tem que ir lá acima à mônada dizer: “mônada,… eu já venho” e vai lá abaixo à personalidade dizer: ”não é assim, mais de vagar ….” e a alma vai novamente lá acima à mônada e anda neste processo a tentar ligar uma entidade evolutiva, que é a nossa personalidade, com uma entidade estática dentro de ti.

O que é que acontece quando o corpo de luz começa a ganhar consistência? A alma acima da personalidade começa a ter cabelos de luz fixos na mónada - fibras ópticas - e a centelha divina, o fogo, começa a ter condutos não intermitentes sobre a alma, isto é, a tua alma começa a ter muito menos autorização para se demorar no plano da inspiração da personalidade, ela começa definitivamente a virar-se para a mónada. A tua alma está a descobrir a divindade interna, ela já não está a focalizar o ser externo, já não é mais meta, ela começa a focalizar para onde ela vai, com quem vai, que tipo de veículo ela vai utilizar. A partir do momento em que Erks começa a trabalhar em ti, os condutos de ligação alma/mónada estabilizam, deixam de ser intermitentes e passam a ser cabos tensos entre a alma e a mónada, constantemente. Ela vai ser muito mais forte na sua ação sobre a personalidade. A alma começa a operação de resgate. Por isso se disse que Erks trabalha com a energia do resgate e portanto com a energia das iniciações.

O que é que significa uma alma em contacto com a mônada, estável? Significa uma alma que está constantemente a passar a vibração da unidade para a personalidade, uma alma que está educando o ser na grande escola do inofensividade total, uma alma que está afastando todos os néctares possíveis para colocar o único vinho, uma alma que deixou de brincar.

A partir de certos votos é criada uma tensão de luz tão forte entre a alma e a mónada, que a coisa não volta mais para trás e a partir de um certo grau, essa tensão luminosa transforma-se num corredor de evacuação, simplesmente a alma começa a subir e a descer livremente do 4º para o 5 nível, é nesse momento que tu percebes que a tua alma já deu o passo.

Então o que é que é um cancro, uma leucemia, um coma de 40 dias? O que é que é tu olhares para o ser com quem viveste quarenta anos e ficares espantada porque não sabes quem é aquela pessoa?

Quando a alma deu o passo que conduz à consagração ela criou o cálice, nos planos profundos o cálice está feito. Tu passas da regência de Lis/Fátima, de um centro que te inspira para o sagrado e que busca definir essa pedra de fundação da consagração em ti, para a regência de Mirna Jad. Neste processo Erks constrói o tecido luminoso que não pode mais ser destruído.


Quando um ser se aproxima das portas de Mirna Jad, a alma já está em profunda alegria e passaram centenas, milhares de encarnações até que tu te possas aproximar das portar de um centro como Mirna Jad. Quantos filhos tu tiveste? Quantas guerras eu lutei? Quantos encontros e desencontros? Quantas folhas do livro da vida deitadas para o fogo? Quanta torre de Babel até que eu possa chegar a esta condição! Porque do ponto de vista da alma isto corresponde à síntese de toda a existência no planeta. Quantas vezes é que um ser bate às portas de Mirna Jad? Uma vez.

Tu podes bater às portas de Lis/Fátima dezenas de vezes porque é o centro que vai construir o cálice. Uma vez construído o cálice e depois de se ter dado a rotação sagrada da alma, de uma polarização na vida externa para uma entrega cada vez mais profunda à chama central do próprio ser - a consagração - isto não tem retorno. A alma ou está virada para fora, recebendo instrução a partir dos cinco sentidos, ou está virada para dentro, ou está em crise, porque tudo o que for a partir dos cinco sentidos já não lhe diz muita coisa. Eu preciso de estar a ter a experiência fantásticas com os meus cinco sentidos e dizer para mim próprio: “não é isto”. Eu preciso de entrar num total, num profundo, radical e inteligente desencanto com a realidade exterior. Quando eu chegar ao ponto em que a satisfação dos meus desejos aumenta o meu desespero, eu estou no ponto, eu entro na escola cósmica, até então eu estava na escola humana. Escola humana é satisfação de desejo. Escola cósmica é: com ou sem satisfação de desejo tu estás insatisfeito, isto é o ponto. Até que tu dizes. “Espera, isto está a começar a ficar muito perigoso!” Pudera! Tu começaste a ter desejo de Deus.

Não existe passagem para os reinos internos nem superiores sem o desencanto com os níveis externos. Tu começas a ficar desapegado da vida exterior em todos os aspectos.

Quando a alma passou pelo processo de consagração e quando se deram os votos que não têm mais retorno, tudo o que é válido não é válido. Num processo cósmico, a partir de um certo nível o válido deixa de ser válido, tu começas a oscilar entre o ótimo e o sublime e o ótimo começa-te a agoniar. Quando estás neste processo tu ganhas asas (que são o 5º plano e o corpo de luz). Neste ponto, quando a alma já fez o movimento mas a personalidade foi-se desfasando, a partir de um certo grau de afastamento entre os votos internos que a alma já produziu, inclusive no consciente em vidas anteriores, e o que o ser está a viver agora, nesse ponto, a partir de um certo grau de afastamento, surge um cancro.

Uma célula é uma vidinha e nós somos compostos por milhões dessas vidinhas. As nossas células são seres inteligentes. O teu corpo é composto por uma população gigantesca de seres inteligentes. Tu tens mais células no teu corpo do que provavelmente o número de seres humanos na Terra.

As células precisam de estar banhadas por uma inteligência, por uma luz, por uma vontade/luz/direção, elas precisam de sentir que estão trabalhando para um fim e para uma entidade e uma consciência coesa. Da mesma forma que a humanidade precisa de ter líderes, ideais, mestres religiosos, vértices, porque é em função desses vértices que ela se vai sentindo coesa e magneticamente atraída para além dela mesmo, e aqui entra uma chave esotérica, estagnação igual a morte. Quando um ser estagna, ele desfaz-se do movimento da vida.

Todos os seres vivos têm matricialmente nos seus níveis mais profundos um mandato. Esse mandato, desde os elefantes aos golfinhos, à célula, ao teu corpo, é “supera-te a ti próprio”, não há nenhum mandato inscrito nos suportes biológicos da vida que diga: “vai ficando por aí que eu já volto” o que o Divino diz é: “supera-te a ti mesmo”, “salta a barreira”, “vence o desafio”, o que significa que todos os suportes de vida tendem para o Cosmos, têm uma tendência para níveis cada vez mais perfeitos de expressão, significa que nenhuma forma viva está satisfeita consigo mesma.

Toda a vida busca cumprir o mandato que é: aperfeiçoa-te, supera-te, conquista além, acima, corre o risco.

Enquanto a alma de um ser está virada para os níveis externos, ela produz um circuito de alimentação das células específico, esse circuito é compatível com a consciência daquele ser. Vocês têm uma célula que precisa de nutrientes físicos que chegam através dos canais linfáticos, que precisa de oxigênio, oxigenohemoglobina e de outras coisas. Só que esta célula tem uma contraparte etérica que precisa de magnetismo correto, digamos, aquilo que é a verdade nutritiva é também, no outro plano, uma verdade magnética e luminosa etérica e, num nível mais interno ainda, aquela célula precisa de estar holograficamente em ressonância com o habitante espiritual, isto é, o teu corpo precisa de sentir a vibração do espírito para se manter coeso. Se o corpo se sente desabitado do espírito, é como se ele tivesse recebido uma ordem que é:”eu já me fui embora, podes começar a dissolver-te”.

Quando a mónada e a alma se retiram do corpo, o corpo recebe um solene puxão e uma desativação.

Quando o espírito está presente, acontecem coisas que ninguém sabe explicar, como por exemplo, porque é que o coração bate. Sabe-se que é um músculo que tem uma vida autónoma, que é um órgão que tem espasmos eléctricos, a partir do momento que passa a funcionar, não há nenhum momento clínico que defina exatamente porque é que o coração bate. Sabe-se o que o acelera e desacelera, o que o excita e o que o atenua mas exatamente o que é que transmite aquela força vital não se sabe.

Nos planos internos o coração está diretamente ligado à mônada. A mónada tem o seu principal indutor na região do coração donde ela bombeia vida para o corpo.

Enquanto o ser está em determinado estado de consciência, há um circuito de inspiração celular. A partir do momento em que a alma fez uma rotação na direção da mónada começa a pedir ao eu consciente que comece a alterar o comportamento e que mude o estado do ser de um nível para outro, e é dado um tempo para isso. Se a partir desse prazo não acontece a transformação do eu consciente, tu tens uma alma virada para os planos internos e tens um eu consciente virado para as coisas externas, este ser está em profundo sofrimento sem ter consciência disso.

A partir de um certo momento de descompasso, a alma recusa-se a alimentar a vida da personalidade e o afastamento entre a personalidade e o eu consciente começa a gerar uma fricção. Essa fricção tenta exprimir-se através do mental superior, depois através da mente, depois através do emocional, e quando essa fricção é tão forte, o chamamento interno é tão alto, a missão que aquele ser tem é tão especificamente na direção do espírito, a mensagem chega ao corpo físico, as células foram desertadas a uma zona do corpo, foi desertado da vibração da alma que o magnetismo da alma não está lá mais, a energia da vida não está ali mais presente e as células deixam de ter mestre.

Um cancro é um conjunto de células que se torna pirata. Passa a ter um funcionamento que não é o previsto pelo ADN. Passa a manter um funcionamento esquizóide, constrói a sua própria organização celular dentro de uma organização celular que prevê que aquilo seja um corpo humano.

Isto é um aviso do ser interno dizendo: “se tu continuas nessa direção, a minha energia não está mais disponível para alimentar a vida”. Por isso é que, geralmente, quando os seres que estão perante uma situação dessas reencontram o seu fio de luz, e se é uma situação de afastamento entre a alma e a personalidade, é porque há uma espécie de incomunicação mais profunda, então é necessário um abalo muito mais forte. E a maior parte dos seres humanos só sofre abalos fortes, quando eles são mesmo muito fortes. Aí as pessoas mudam imediatamente. Isto é o que significa por exemplo um cancro. Aquilo que alimentava a vida foi-se retirando e começa a surgir uma espécie de organização autónoma das células.

O que é que é Aurora? É exatamente o oposto de um cancro. Este centro interno contém o bálsamo capaz de trazer os veículos todos: as emoções, o pensamento e as células à sua vibração original. Se nós compararmos o nosso corpo emocional com um violino (bem próximo), ele pode estar afinado ou desafinado. Aurora fornece o diapasão cósmico para a afinação do violino emocional, para a regulação da tua vida emocional e de sentimentos superiores perante o teu ser interno. Quando o emocional e o mental reencontram a voz interior, e a melhor forma do mental reencontrar a voz interior é ficar quieto, calar-se e deixar que o outro grande Ser no centro brilhe sobre a confusão mental, quando isso acontece, dá-se a eliminação de toda a velharia que tu trazes na mente, porque do ponto de vista cósmico, a nossa mente é um museu, tudo o que tu pensas já é passado, especialmente quando estamos a pensar coisas acerca de outras pessoas, é uma ilusão total.

Com as emoções é a mesma coisa, só que é mais um museu de máscaras de cera e do ponto de vista cósmico, quase todas as nossas emoções são tentativas de aprisionar a vida. É uma tentativa de repetir a experiência que foi positiva do ponto de vista emocional e afectivo. O ser interno passa-te uma experiência emocional válida como escola para a próxima experiência, mas se eu fiquei apegado à primeira experiência emocional válida, eu posso nunca conseguir ter espaço, generosidade e abertura afectiva para a próxima experiência que é menos fechada que a anterior. Se tu ficas fechado numa experiência emocional válida, parou! Se eu não renuncio amorosamente a um nível da experiência emocional, os meus condutos de vida não podem receber a próxima experiência da generosidade do Universo.

A cura do corpo emocional que é estimulado por Aurora, implica que eu seja capaz de viver uma experiência, sentir tudo o que aquela experiência me dá e ao mesmo tempo já estar com a porta aberta para que aquela experiência possa ir andando, porque já vem outra a seguir na qual esta experiência era só uma preparação.

Em certos momentos o meu veículo emocional chora, existem lágrimas em mim, essas lágrimas são expressão de sentimentos. O que acontece nesses momentos, é que durante metade das lágrimas eu permito-me viver aquelas lágrimas como um ser humano, chorar e sentir completamente a textura da tristeza e viver aquilo de uma forma não reprimida, portanto, tu choras abundantemente. A partir de certo momento, muda, e eu passo tranquilamente e automaticamente a olhar para o meu corpo emocional a chorar e deixo que as lágrimas caiam, até que as lágrimas desaparecem.

O que é que aconteceu? O meu emocional, do ponto de vista humano, não foi reprimido, porque eu chorei como um ser humano, mas isto tem uma gradação: primeiro tu choras espontaneamente e sentes os sentimentos que estão implicados ali, como um ser humano, e a partir do meio da experiência, segues o teu ser interno, ele puxa-te para o seu regaço, leva-te para um nível um pouco mais alto de consciência, e mostra-te: “olha, aquilo é o corpo emocional em lágrimas”. Então, tu podes chorar profundamente e sorrir, e esta complexidade é a riqueza do processo de um discípulo, porque ele não se reprimiu no nível humano, mas ao mesmo tempo não está identificado com ele . Ele vive as duas coisas em simultâneo. Aurora ensina esta reflexibilidade, esta liberdade, este movimento e ao mesmo tempo que permite que tudo o que está guardado venha ao de cima, em tempo real, à media que vem ao de cima, Aurora leva-te de estares polarizado no emocional para estares a olhar e até eventualmente a amar a tua vida emocional, mas já não estás nela.

Muitos seres estão a experimentar nos seus veículos o resultado destes desfazamentos de energia, ou seja, o ser interno fez um movimento que conduz ao casamento interior, mas o ser externo, por várias circunstâncias, não acompanhou o processo e nesta incomunicação, gera-se o potencial para surgirem neuroses, depressões, degeneração do tecido celular, sentido de desorientação, etc.. Se um ser não está a viver o processo interno, ele vai-se sentir completamente desorientado nos próximos tempos, porque neste momento nós vivemos numa realidade em estado de fluxo. Antigamente a realidade era estável, hoje a fronteira entre as coisas está a liquefazer-se e há como que uma mesma corrente eletrica que está a atravessar tudo e a pedir que tudo aprenda a mudar de nível, a erguer-se. Se eu não me deixo levar por este fluxo, começo a entrar em desfazamento. O meu ser interno está a ir para níveis cada vez mais profundos e a minha forma exterior, os meus corpos, o meu comportamento, o meu livre arbítrio, o meu controle sobre os outros, permanece.

Quando um ser humano termina a etapa que conduz aos votos, quando esses votos são vibrados nos planos internos do ser com uma intensidade suficiente para começar a estabilização do corpo de luz, esse ser entrou numa etapa em que sofre um contínuo impacto monádico. O eterno em ti acordou e está ativo.

A tarefa de Lis, que é um centro que tem uma ação sobre todo o planeta, é produzir, inspirar e realizar esta translação da alma focalizada no exterior, para uma alma completamente virada para a mônada. A partir do momento em que esta rotação se dá, “Lis entrega os seus filhos a Mirna Jad”. Em Mirna Jad tu és acolhido pelos seres que vão construir contigo um templo interno. Nesta transição de Lis para Mirna Jad, é feita a substituição do anjo da guarda por um serafim. O ser encarregado de te proteger vibratoriamente e à tua alma, enquanto não estávamos num processo mais ligado à evolução psicológica, é liberto dessa tarefa para assumir outras, e há um serafim (que são anjos muito mais evoluídos) que passa a acompanhar-te constantemente. É este serafim juntamente com a tua hierarquia (mestre interno que guia a tua mônada), que vão construir o templo interior. Isto é um processo lindíssimo! A alma fornece o substrato de adoração, a personalidade e o eu consciente aprenderam a ficar quietos, e, portanto, aprenderam a condição sagrada, passiva, do “seja feita a tua vontade”, podem tornar-se instrumentos da mônada.

A rainha Santa Isabel está ligada a Lis, Teresa d’Ávila está ligada a Mirna Jad. Na chegada a Mirna Jad tu começas a receber a vibração da mónada constantemente sobre ti. Ao mesmo tempo que tens consciência do tempo que passa, tu tens a experiência da eternidade agora. Tu sentes dois tempos ao mesmo tempo. Começas a sentir que a ilusão do tempo, da personalidade, da própria alma começam a ceder.

A construção dum santuário interior implica: Lis estabilizando o cálice, trata-se de uma energia feminina, delicada, que, na maior doçura, te convida à consagração; Erks transforma em cabos de luz os votos internos; Mirna Jad rompe o véu que separa a alma da mónada e apresenta-te o teu deus oculto.

Quando a vibração da mónada começa a descer sobre a alma, e a alma a subir para a centelha, para a chama, e quando isso gera a Paz Profunda, tu és um santuário.

Por André Louro de Almeida       11/12/1999

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