Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Átomo Humano Parte III





O Eu Básico é outro núcleo do nosso Ser que reclama: Eu!

É o elemental do corpo físico etérico; a parte do nosso Ser que é inteiramente instintiva, física, vital; capaz de reagir de forma rápida, espontânea e automática aos estímulos propostos pela vida.

O Eu Básico é a nossa inteligência física, a inteligência inerente à atividade celular. A vitalidade que nasce na relação saudável com o corpo, com os instintos, com a força da terra, com o desejo de viver, com o prazer de estar vivo e investir na vida.

Através do Eu Básico, a inteligência e a vitalidade da terra são dinamizadas no interior do corpo. A forma como extraímos e assimilamos a energia da terra está ligada com a relaçao que temos com o Eu Básico, o grande extrator de prana; a força vital da libído, o portal entre a libertação da força da Terra ou a sua repressão.

O Eu Básico é o nosso bom selvagem, aproxima-se do prazer e afasta-se da dor tal como uma criança. Neste sentido ele não é moral, nem Amoral; é pré-moral, é espontâneo e desconcertantemente simples; é o homem natural, selvagem, plástico, livre e sensual.

É importante criar uma relação de Amor e inteligência com o Eu Básico.

Trata-se da relação que permite trazer o corpo para dentro da experiência, porque se o corpo permanece fora da experiência da consciência, torna-se obstáculo à evolução do Ser.

Se não trabalhamos a consciência corporal, o corpo torna-se um entrave à evolução, um pouco como se tivéssimos que puxar um carrinho com rodas perras, o que exige um imenso esforço; e a opção de ‘’largar o carrinho’’ não existe do ponto de vista da realização integral.

Se não nutrirmos a relação com o corpo, ligando-o à experiência da consciência, à força de Amor e coesão do Ser Psíquico, ele pode revoltar-se e a acumular sombra e essa sombra começa a poluir a imagem do corpo no Eu Consciente.

O Eu Básico tem identidade, é um interlocutor dentro de nós e se estabelecermos uma relação de Amor e respeito para com este bom selvagem, um diálogo inteligente com essa parte de nós, ele colabora com o Eu Consciente no processo de evolução.

Disciplinas como as artes marciais, o desporto, a dança e tudo o que promove uma alegria sem objeto nem obsessão, trabalham a conexão entre o Eu Básico e o Eu Consciente, trazendo a força, a vitalidade e a energia que anima o corpo para dentro da experiência da consciência.

Esta recuperação do corpo como parte da consciência é urgente. A relação com o corpo harmoniza-nos, conecta-nos com o potencial de vitalidade e de inteligência dessa parte do nosso Ser.

O Eu Básico dá-nos uma informação instintiva de direção, de distâncias, de atração e repulsão; pode encher-nos de energia, de potencia, de força, de regeneração, desde que o diálogo que estabelecemos com ele, seja um diálogo de qualidade que procure integrá-lo.

É possível batizar o Eu Básico e restaurar o canal energético que o religa ao Ser Psíquico e ao Eu Consciente.

O processo de batizar o Eu Básico e instalar um diálogo inteligente com essa parte do nosso ser, ativa uma conexão à muito tempo perdida: a conexão entre o Eu Básico, o Ser Psíquico e o Eu Consciente.

Quando o Eu Consciente estabelece uma relação com o Eu Básico, nasce a via da medicina, que num certo sentido percorre o caminho inverso ao do xamanismo.

A via da medicina consiste em investir as qualidades de análise e precisão do Eu Consciente, aplicando-as numa busca de compreensão do Eu Básico; o processo xamânico consiste em trazer o potencial sagrado de vitalidade e inteligência do Eu Básico até ao núcleo do Eu Consciente.

São duas correntes complementares; o que significa que os grandes curadores terão que se tornar grandes xamãs e os xamãs não devem negligenciar o rigor e a precisão da medicina. E acima destas duas medicinas paira a qualidade do curador cósmico, como transdutor de imagens de fogo desde a Mônada ao nível celular e molecular.

O Eu Básico pode ser rejeitado ou ignorado; são processos diferentes. Muitas pessoas ignoram a relação com o Eu Básico; a relação não é conflituosa, ela não existe. Pura e simplesmente.

Outras pessoas têm uma relação de conflito ou de rejeição, mais ou menos inconsciente, em relação ao Eu Básico.

Na anorexia por exemplo, o Eu Consciente entra em conflito com o Eu Básico por motivos da sombra. Por vezes, material vindo da sombra, é projetado sobre o Eu Básico e este surge na consciência como sombra.

Quando uma religião ou uma corrente espiritual é essencialmente estética, contemplativa ou mística, tende a fortalecer o canal que religa o Eu Consciente ao Eu Superior e a descuidar a ligação Eu Consciente/ Eu Básico.

Ora, se esta ligação ao Eu Básico for intensa, viva e inteligente, o ser começa a extrair e a assimilar a força e a vitalidade da terra; se simultaneamente estiver ativada a relação ao Eu superior, a força Monádica pode descer e ambas, do céu e da terra, convergem e são sintetizadas na Psique. A Psique fica carregada e transborda de si energia de coesão e integração, alegria.

Sempre que incluímos no processo a consciência do corpo é fortalecido o canal que religa o Eu Consciente ao Eu Básico e ao Ser Psíquico.

Quando esta ligação acontece, existe alquimia e uma libertação de energia que é simultaneamente vital e espiritual. Da fusão destas energias emerge uma expeiência de alegria e exaltação.

No fundo, o grande desafio da experiêncoa sexual é entregar-se a esse ato de união sem perder a consciência, de forma que a sombra não invada o processo. Nestas condições, a experiência sexual tende a religar o Eu Básico ao Ser Psíquico e ao Eu Superior.

A questão é que se o Ser desliga em excesso do Eu Consciente, a sombra pode começar a interferir no processo de Ascensão da energia, pois o Eu Consciente não está presente para equilibrar e coordenar a força telúrica ascendente e a luz descendente do Ser Psíquico e do Eu Superior.

A força vital do Eu Básico regenera profundamente o ser na experiência sexual, se a ligação com os outros núcleos, Eu Consciente, Ser Psíquico, Eu Superior está simultaneamente ativa.

Existe uma diferença de transe, a ligação às dimensões superiores acontece através da dissolução do Eu Consciente e uma perda de identidade nos núcleos profundos do ser. No transe o Eu Consciente desfoca e dissolve-se.

Na experiência de êxtase, o Eu Consciente continua a operar e vai-se tornando cada vez mais abrangente numa espiral expansiva de consciência.

Assim, na experiência de êxtase, mesmo quando os núcleos profundos do Ser nos expõem a uma imersão em grandes amplitudes de espaço e de tempo, o Eu Consciente mantém o foco, o observador estável, que absorve a imensidão fazendo-a convergir numa experiência paroxística de identidade.

Então, para ser vivido de forma integrada o Eu Básico deve conectar profundamente a sua força com o Ser Psíquico, o Eu Superior e o Eu Consciente.

É importante que a nossa dimensão natural seja restaurada, a capacidade de conectar-se à força vital do Eu Básico sem perder o contato com os núcleos superiores.

Quando ignoramos ou reprimimos a ligação a um dos núcleos do nosso Ser, a sua energia surge revoltada e descoordenada.

O Eu Básico é o amigo do físico, selvagem, expontâneo, imediato. É a alegria de viver; aquela parte de nós que vem espontaneamente ao de cima no desporto, na dança, na relação com a natureza, com os animais, com as crianças; aquela parte de nós que gosta de brincar, de rir... o Eu Básico é alegre, vivo, rítmico.

Se for respeitado e integrado, traz enormes quantidades de vitalidade e energia regeneradora... Ele revela a relação com a vida do corpo e a forma como respondemos a estímulos básicos: rítmos, texturas, cores, formas, aromas, sons, sabores e o entusiasmo da velocidade e da conquista física do espaço.

O Eu Básico corresponde ao plano físico-etérico, é elétrico, pré-moral, rápido, gere a informação infinitesimal da nossa vida corporal, a inteligência celular.

É uma fonte de pulsação, de rítmo e de alegria; não uma alegria contemplativa mas a alegria existencial e pela experiência.

Se uma pessoa se identifica totalmente com o seu Eu Consciente, abstraindo-se da relação com o Eu Básico; este não sendo respeitado e dignificado, bloqueia o processo de crescimento do Ser.

O Eu Básico é o guardião da força vital, a força elétrica que, quando circula liberta ao longo do eixo vertical complementa a energia que desce do Eu Superior.

O Eu Superior faz descer a energia da iluminação, na exata proporção em que o Eu Básico faz subir a energia vital; estas duas ações complementam-se e sincronizam-se constantemente entre si. O processo pode ser consciente ou inconsciente, mas é parte da lei que rege o casamento entre as esferas.

O Ser Psíquico é o núcleo central do Ser; o núcleo de coesão gerador de integridade dinâmica e integração dos diferentes núcleos entre si. Numa palavra é Amor.

Fundamentalmente o psíquico é a expressão da qualidade que o Amor universal adquire quando a alma procura exprimir-se através e não acima da encarnação.

O projeto que conduz à integração dos diferentes núcleos no Ser Psíquico passa pelo processo que permite religar cada núcleo a este centro pela força de coesão do Amor.

Amar-se a si mesmo para poder amar os outros é um fenómeno da Psique; o Ser Psíquico é uma imensa força de coesão que constantemente e incondicionalmente inclui, aceita, transforma e reintegra cada parte do Ser.

Dele vem a voz cândida, quente, quase imperceptível, que nos convida à cordialidade, à gentileza, ao cultivo da moderação, ao contentamento e à alegria sóbria. É também do Ser Psíquico que emana a empatia natural entre os homens e o sentido espontâneo de fraternidade. Este núcleo é simultaneamente próximo, caloroso, estético, gracioso e pleno de bondade.

A integração dos diferentes núcleos do Ser Total conduz-nos através do processo de amadurecimento psíquico que permite religar cada núcleo a este centro de síntese pela força do Amor a nós próprios, Amor que é, afinal, a busca do centro de maior realidade dentro do coração.

Do psíquico não vem a síntese supramental, mas sim a síntese psico-afetiva e a harmonia do homem, no homem.

Este processo religa o corpo ao Amor, a consciência ao Amor; o inconsciente e o super consciente à força de coesão do Amor que arde no núcleo central do Ser em manifestação.

À medida que os quatro quadrantes são magneticamente atraídos por esta imensa força de coesão que tudo reúne no coração, este centro alquímico gradualmente transmuta e amadurece as funções da psique conduzindo-nos ao estado de síntese.

É este processo que conduz à personalidade integrada, estado no qual os diferentes núcleos foram transformados, amadurecidos e encontram-se unificados.

Neste estado, a vida do corpo torna-se intensamente espiritualizada, a vida do espírito vibrantemente corpórea, pois foi restaurada a ligação que conecta o Eu Básico ao Ser Psíquico e ao Eu Superior.

No estado de síntese, a vida do Eu Consciente é cada vez mais iluminada pelo Amor do núcleo psíquico e pela própria lucidez e clareza do Eu Consciente.

O Eu Consciente, ao religar-se ao Ser Psíquico, torna-se uma inteligência sensível que coordena e restabelece o diálogo inteligente e reconciliador entre os diferentes núcleos do Ser. Tornando-se tolerante consigo mesmo, visando sempre uma qualidade superior de expressão, o homem torna-se tolerante com os seus semelhantes.

À medida que o ser vai resolvendo o estado de fragmentação causado pelo isolamento entre os quatro quadrantes entra num rítmo de integração que o vai tornando cada vez mais íntegro, coeso e unificado.

A função essencial do Ser Psíquico é restabelecer os canais de ligação de cada núcleo ao coração através da tremenda força de coesão que é o magnetismo do Amor.

Nesta instrução os vírus de uma civilização surgiam-nos como os elementos de ruído e bloqueio que interrompem os canais que religam os quatro pólos do Ser ao centro Psíquico; tudo o que afasta uma parte de nós da psique, o centro de Integridade e Integração.

O que isola as partes de nós próprios do centro de coesão do Amor? O Ser Psíquico é o núcleo secreto e sagrado no fundo do coração; situa-se miraculosamente ao centro, no ponto de convergência entre o céu e a terra, no ponto que permite religar e integrar o potencial sagrado e a condição humana.

O Ser Psiquico é o ponto de convergência de toda a inteligência e Amor da alma; contém simultaneamente a inteligência evolutiva da humanidade em nós e a Luz e o Amor puro que vêm do Eu Superior.

Nesta posição central situa-se simultaneamente um tremendo poder alquímico, o poder de recondição e de resignificação sem os quais a humanidade em cada ser não poderia ser consagrada.

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O Eu Superior - a Alma – é uma vibração de Luz e Amor puro jorrando sobre a câmara psíquica no coração e, a partir daí impregnando e atuando sobre a substância mental, emocional e física dos corpos da personalidade.

Podíamos também sentir o centro Psíquico como uma câmara contendo vários anéis que convergem cada vez mais para o centro, até refluir na própria radiação da Mônada.

O Ser Psíquico é essa câmara no interior da qual a força magnética do Amor gera constantemente atração sensível e calor humano.

Essa câmara é o forno alquímico no qual são acolhidos, amadurecidos e unificados os diferentes núcleos e dimensões do Ser.

É para este centro que convergem as correntes da experiência dinâmica, de exsitência pura e de essência transcendente que se movem constantemente dentro de nós.

Como se disse, de um ponto de vista filosófico, o Eu Consciente é experencial e existencial, o Eu Básico é experencial e existencial; o Eu Incosnciente é fundamentalmente experencial, o Eu Superior é essencial; o Ser Psíqucio é o núcleo que reúne simultaneamente em si as três dimensões do Ser – essência, existência e experiência. Daí a sua função de síntese e integração.

A Plenitude do Ser, o sentimento de estar completo, o sentimento de integridade vibracional vem desta fusão total da psique.

Este estado é o resultado de um longo processo de amadurecimento através do qual o ser não rejeita, não reprime, não inibe mas aceita o desafio de incluir, transmutar e amadurecer cada uma das funções e dimensões inerentes ao seu próprio ser segundo um propósito superior.

Só através deste processo o ser pode adquirir consistência, maturidade psicológica e competência existencial.

O equilibrio de um Ser, a sua harmonia está relacionada com a elegância e a simetria destas ligações internúcleos.

Na medida em que estas ligações vão sendo vibratoriamente ativadas e uma comunicação de qualidade vai sendo estabelecida emerge a personalidade plena, o sentimento de completude de si, antecâmara para a revelação posterior da personalidade espiritual, realidade oculta que implica o casamento do homem com os seus princípios angélicos.

Quando, em plena transfiguração, emerge no ser este estado de profunda retificação da função da psique, a alma já totalmente unida à personalidade, liberta-se para a união com a Mônada.

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Neste trabalho com o Átomo Humano éramos instruídos no sentido não só de compreender a natureza dos núcleos de consciência, energia e força que constituem o nosso Ser Total, abarcado pela Mônada, mas principalmente para compreender as ligações ou arcos que os unem.

O estudo pormenorizado do Átomo humano é matéria para uma obra futura, em preparação, e que poderá ser publicada posteriormente se a situação planetária assim o permitir. No entanto, alguns pontos podem desde já ser partilhados, se bem que de forma resumida:

Os Arcos da Religião Exotérica e da Experiência Esotérica

Os arquétipos e a sua emanação, o sagrado, podem ser contatados pela ativação do arco da religião esotérica – isto é da via tradicional.

A grande diferença entre religião exotérica e esotérica é que na religião exotérica o Eu Superior é uma representação exterior ao Ser.

Eu Consciente – Deus(Mônada) – Eu Superior – Ser Psíquico

Na realização dita esotérica a relação ao sagrado é realizada através de um contato direto e interno, vivido através do arco:

Eu Consciente – Ser Psíquico – Eu Superior – Mônada

Neste modo de relação com o sagrado, o Eu Superior, não é uma imagem ou um representação exterior do Divino, mas um núcleo sagrado interno, realizado primeiro como uma experiência íntima, central, que contém uma identidade em comunhão profunda, interior, com a Divindade.

O arco esotérico, espiritual puro, é ativado quando pela meditação, pela oração, pelo cântico e pelo serviço o Eu Consciente entra em relação com o Ser Psíquico e, aí centrado se eleva à comunhão com o Eu Superior até mesmo aos umbrais do plano Monádico.

O Arco da Alquimia


O arco da alquimia é ativado quando é restabelecida a integridade vibratória e a comunicação entre o Ser Psíquico, o Eu Inconsciente, o Eu Superior e a Potência transmutadora da Mônada.

Ser Psíquico – Sombra – Eu Superior- Mônada

O verdadeiro processo de libertação das sombras do inconsciente, realiza-se através de uma relação com a Mônada.

A potência monádica é a única força que pode realmente transmutar, sem acumulação de cargas no subconsciente nem de sombra no inconsciente. Assim, um verdadeiro processo de libertação é realizado em profundo Amor, em oração sincera e numa relação de cumplicidade total com a Mônada.

É a ativação do arco alquímico que religa a potência transmutadora da Mônada ao inconsciente e dissolve os registros que limitam a integridade e a liberdade do ser.

Quando um ser remete para o inconsciente algo que realmente não faz parte do seu caminho evolutivo, a Mônada lança um solene raio transmutador que dissolve aquele registro.

Neste caso, não se pode falar de frustração ou de repressão mas de um processo de transmutação.

No entanto, se o ser reprime algo que é importante no seu proceso de crescimento; algo que faz parte das experiências essenciais ao seu processo evolutivo; experiências que iriam torná-lo um ser mais completo, mais abrangente, mais livre e íntegro, então esse aspecto não é transmutado pela potência Monádica e retorna ao palco consciente para ser vivenciado da melhor forma possível.

A Mônada transmuta definitivamente o que não faz parte do caminho evolutivo, que não se inclui no leque de experiências essenciais de crescimento, mas não transmuta o que é importante para o desenvolvimento integral do Ser.

Por isso é essencial que um ser esteja totalmente desapegado do que lhe corresponde viver. Se nada esperar para si mesmo e se estiver distanciado das exigências do seu corpo vital superficial com o tempo todas as dádivas da criação, que são seu real legado vivenciar e fruir, lhe serão entregues em paz e sem conflitos.

Inversamente se uma determinada experência é importante no seu destino básico e na sua formação psicológica e se estavam reunidas as condições e os sinais se manifestaram de acordo mas esse potencial fica reprimido, à espera de uma nova oportunidade de expressão.

A via alquímica é ativada quando, em profunda sinceridade, entregamos algo que sentimos necessidade de libertar à potência transmutadora da Mônada.

Na realidade quando tomamos consciência de algo que efetivamente ou aparentemente restringe a nossa evolução e invocamos a sua libertação pelo Espírito, não a reprimimos ou a bloqueamos, simplesmente a entregamos ao Ser Total, pois perante esta entrega efetiva, a potência monádica transmuta e liberta esses registros limitativos do ser ou cria as melhores condições para que a vivência seja para maior bem de todos os seres.

E estas realidades nós observávamos todos os dias, em nós e à nossa volta.


O Arco da Psicologia

O Arco da Psicologia procura religar o Eu Consciente ao Ser Psíquico; psicanálise e a psicologia profunda procuram restaurar também a ligação entre o Ser Psíquico e o inconsciente pessoal e coletivo, a sombra, reservatório de imensos potenciais criativos e de certos materiais fecundos mas perigosos, porque potencialmente destruidores da integridade psíquica.

Eu Consciente – Ser Psíquico – Sombra


O Arco Chamanismo

O Arco chamanismo procura restabelecer a ligação do Eu Consciente ao Eu Básico, através de sons, rítmos, cânticos e gestos, por vezes através de episódios catárticos ou de múltiplas formas de mimese da natureza.

O ritual chamânico procura colocar o Eu Consciente e o Eu Básico em profunda sincronia vibratória, recebendo informação dinâmica e libertadora por baixo, da raiz telúrica e natural do ser e posteriormente elevando o Eu Básico e o Eu consciente ao Alto, através do Ser Psíquico ao encontro com o Eu Superior.

Eu Consciente – Eu Básico – Ser Psíquico – Eu Superior

É pela imensa força de coesão do Amor que o coração reúne todos os núcleos, unificando a parte divina e a parte humana do ser. Ele extrai o melhor de cada núcleo e faz a síntese.

O coração é o bálsamo que religa, é o coração que entrega, doa e se transcende numa constante dádiva de si mesmo.

O estudo do Átomo é o estudo do homem dentro do círculo dividido em cinco núcleos, envoltos por igual e com igual amor e compromisso pela Mônada. ( ver também anexo 3)

O ser Psíquico ao centro corresponde à parte do ser que é simultaneamente um sistema de integração e de sinalização.

Sinalização no sentido em que o ser desequilibra o seu sistema, realizando algo à custa da negação do seu oposto, o Ser Psíquico dá o sinal: se o ser vai muito para o pólo norte, descuidando ou inibindo o pólo sul, o coração começa a dar sinal; se o ser vai muito para o pólo sul descuidando o pólo norte, o nível espiritual, o coração começa a dar sinal.

                                                          Pólo Norte

                                                       EU SUPERIOR

                                                  SUPER CONSCIENTE


EU CONSCIENTE                        EU PSÍQUICO                  INCONSCIENTE

Ocidente                                   CORAÇÃO DA TERRA                  Oriente

                                                     Equilíbrio dos Pólos

                                                              EU BÁSICO

                                                         SUBCONSCIENTE

                                                                   Pólo Sul

Se o ser investe excessivamente na sua natureza racional, danificando a relação com o inconsciente e a intuição profunda, o coração começa a dar seu sinal. Se o ser mergulha demasiado no inconsciente e perde qualidades racionais de produtividade, eficiência, foco, linguagem clara. Precisão racional. Lógica, o coração começa a dar sinal.

O coração, o centro psíquico é um sensor e um calibrador, ele dá sinal quando o ser desequilibra o sistema investindo em excesso certos núcleos, descuidando negando ou inibindo outros. Cada vez que o ser cria uma assimetria na relação consigo mesmo, colocando excessiva energia psíquica em certos núcleos de si e desligando outros, o coração começa a dar sinal. E o sinal é a dor. A dor aguda da assimetria psicológica.

Estas coisas nós também conhecemos no nosso próprio ser, na alegria e na dor, na obscuridade e na plenitude, Não se trata de um voo abstrato, teórico, mas de uma síntese de vivências e descobertas, feitas em lágrimas, solidão, êxtase e vontade de ser.

E assim, de forma realmente ingénua e atraente, um modelo de trabalho com a natureza humana estava ganhando contornos. Por um lado, em muitos aspectos parecia simplista e excessivamente limpo, mas noutros momentos no entanto proporcionava insights fulminantes e resultados que beiravam o acesso ao elusivo centro misterioso, graal de toda a psicologia integral.

Nas semanas anteriores sedimentavam-se em nós a certeza de que Anu Tea procurava instruir-nos numa visão compassiva, totalizante e inteligente da condição humana. E era também um conhecimento complementar em relação ao impulso místico, abstraente e não-verbal emanado por Lys, o Reino contatado em 1989 no centro de Portugal.

Extraído do Livro Terra Última de André Louro de Almeida


Páginas: 91-142.

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